Professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFG conquista doutorado pela USP e registro de três patentes.
Pesquisa alia inovação, sustentabilidade e impacto social na construção civil com soluções patenteadas.

O professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Goiás
(UFG), Dr. Haroldo Dias Flauzino Neto, concluiu seu doutorado pelo Instituto de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP), instituição
reconhecida como a melhor universidade do Brasil e da América Latina, segundo
rankings internacionais como o QS World University Rankings e o Times Higher
Education (THE).
O destaque acadêmico também se estende ao Programa de Pós-Graduação em
Arquitetura e Urbanismo do IAU-USP, que possui nota 7 na avaliação da CAPES,
conceito máximo atribuído a programas com excelência internacional.
A pesquisa, inserida no campo da Arquitetura, Urbanismo e Tecnologia, resultou no
desenvolvimento de soluções inovadoras na área da tecnologia da construção,
culminando no registro de três patentes.
Entre os principais avanços está a criação de um microconcreto reforçado com fibras de
coco e fibras de polietileno tereftalato de geometria não linear (duas variações com
êxito), promovendo o reaproveitamento de resíduos e melhorias significativas no
desempenho mecânico do material, especialmente quanto à resistência a impactos e ao
controle de retração. Adicionalmente, contribui para a redução do teor de cimento,
reconhecido como um dos principais emissores de CO₂, além de possibilitar o uso de
um insumo de menor custo.
Outro destaque é o desenvolvimento de um componente construtivo, denominado
mating connection, com geometria autoral, baseado em um sistema de conexão por
encaixe complementar, que permite o assentamento a seco, dispensando o uso de
argamassa. A solução contribui para maior precisão na execução, redução de insumos
(elimina por completo o uso de argamassa de assentamento) e aumento da eficiência
construtiva.
O trabalho, além do viés técnico e ecoeficiente, contribui para a viabilização de
construções de baixo custo, concebidas para execução simplificada, sem a necessidade
de mão de obra especializada. Nesse sentido, a proposta apresenta uma importante
dimensão social, ao possibilitar que pessoas de baixa renda, sem condições de arcar com
custos de contratação profissional, possam executar suas próprias edificações de forma
autônoma, inclusive em contextos de autoconstrução individual ou coletiva.
Os resultados evidenciam o potencial da inovação tecnológica aplicada à construção
civil, integrando desempenho técnico, ecoeficiência e novas abordagens construtivas. A
proposta apresenta viabilidade tanto para aplicações em escala industrial quanto para
iniciativas de caráter social, ampliando o acesso a soluções construtivas mais
sustentáveis.
