Oficina articula poesia, corpo e desobediência estética na UFG Câmpus Goiás
Evento uniu poesia, corpo e criação coletiva em experiência estética crítica

A Universidade Federal de Goiás – Câmpus Goiás realizou, nesta semana, a oficina “Poesia Dançadeira na Encruzilhada: Corpo, Palavra e Desobediência Estética”, promovendo um espaço de criação coletiva, reflexão crítica e experimentação artística entre estudantes, docentes e pesquisadoras(es).
A atividade integrou o projeto de pesquisa “Educação Patrimonial, Educação Ambiental e Educação do Campo: Diálogos e Possibilidades”, coordenado pelas professoras Danielle Silva Beltrão e Jáder de Castro Andrade Rodrigues. A iniciativa busca fortalecer os vínculos entre o conhecimento acadêmico, o patrimônio cultural e as experiências dos povos do campo, das águas e das florestas.
Ministrada pelos professores-pesquisadores Maria Cristina Barros de Moura Bastos e Rafael Alves Oliveira, vinculados ao Ciranda da Arte, a oficina propôs investigar a poesia como um acontecimento corporal. A partir da encruzilhada como operador epistemológico, a atividade articulou referências da poesia negra contemporânea, da dança e da performance, convidando os participantes a vivenciarem a palavra em movimento.
Participaram da ação estudantes dos cursos de Licenciatura em Educação do Campo e Pedagogia, que puderam experimentar a “palavra-corpo” como ferramenta de expressão, resistência e desobediência estética. Mais do que uma atividade formativa, a oficina reafirmou o compromisso da universidade com práticas pedagógicas sensíveis às diversidades e com uma formação humanística e decolonial.
A realização da oficina também reforçou a importância da parceria entre a UFG Câmpus Goiás e o Ciranda da Arte, ampliando os diálogos entre arte, educação e território. Ao longo da semana, a universidade se transformou em um espaço de (re)existência, onde o conhecimento foi vivido por meio do corpo, da escuta e da criação coletiva.







Source: Jáder de Castro Andrade Rodrigues.
