Saberes da terra, das águas e das florestas ecoam no Campus Cidade de Goiás: II Turma de Especialização em Direitos Sociais do Campo inicia novo Tempo Universidade
Pedagogia da alternância une formação jurídica e saberes tradicionais em nova etapa do curso vinculado ao Pronera
Entre os dias 1º e 17 de julho de 2026, o Campus Cidade de Goiás se transforma em solo fértil para o segundo Tempo Universidade da Especialização em Direitos Sociais do Campo – Turma Letícia Garcês.
A turma é formada por cinquenta estudantes vindos de todas as regiões do país, vinculados a territórios indígenas, quilombolas e camponeses, além dos mais diversos movimentos de luta e permanência nos territórios. Entre as organizações representadas estão:
- Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST)
- Movimento Camponês Popular (MCP)
- Movimento da Mulher Trabalhadora Rural/Sergipe (MMTR/SE)
- Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM)
- Comissão Pastoral da Terra (CPT)
- Assentamentos PA Engenho Velho, PA São Carlos e PA Mosquito
- Escola Família Agrícola de Goiás (EFAGO)
- Articulação Rosalino Gomes de Povos e Comunidades Tradicionais / Povo Indígena Xakriabá
- Associação Quilombo Kalunga (AQK)
- Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq)
- Federações sindicais nacionais
- Associação Mulheres Coralinas
- Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap)
- Movimento Brasil Popular
O curso é ofertado na modalidade de pedagogia da alternância, que articula os momentos de Tempo Universidade e Tempo Comunidade, com foco na formação jurídica voltada às realidades do campo, da reforma agrária e dos povos e comunidades tradicionais.
Durante este período de intensa convivência acadêmica, as e os estudantes vivenciam a construção do conhecimento coletivo a partir da articulação entre as disciplinas curriculares e as ações de diálogo e aproximação com a realidade local.
Com o mesmo espírito de troca, as crianças e adolescentes que compõem a Ciranda do curso também participam do processo formativo, por meio de visitas partilhadas à Biblioteca Cajuí e de atividades culturais voltadas à vivência da infância.
O Tempo Universidade marca o encontro entre o rigor da ciência jurídica e a sabedoria ancestral dos povos do campo, consolidando a universidade como território de todos: crianças, jovens, mulheres, indígenas, quilombolas, camponeses e camponesas, trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade.





