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REALIZADO PELO SUBPROJETO PIBID/EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFG - CAMPUS CIDADE DE GOIÁS, JOGO “MELIPONÁRIOS: POLINIZANDO CONHECIMENTO” TRANSFORMA PÁTIO DE ESCOLA DO CAMPO EM AMBIENTE LÚDICO DE APRENDIZAGEM

En 23/09/26 10:23 . Actualizado en 23/09/26 10:23 .

O subprojeto de Licenciatura em Educação do Campo da UFG - Campus Cidade de Goiás une saberes do Cerrado, jogos tradicionais e interdisciplinaridade pedagógica em escola do campo

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Uma ferramenta pedagógica capaz de se adaptar a qualquer conteúdo escolar, desde a complexidade da Física até a Geografia, passando pelas operações fundamentais da Matemática: essa é a proposta central do Meliponários, um jogo educativo desenvolvido de forma colaborativa no município de Goiás.

 

Fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do subprojeto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC), e a comunidade escolar, a iniciativa utiliza a ludicidade para reforçar os conhecimentos de maneira flexível e dinâmica.

 

Inovação, universidade e escola do campo

 

O projeto destaca-se por sua estrutura aberta, permitindo que professores de diferentes áreas elaborem seus próprios kits de perguntas e desafios conforme as necessidades de cada turma. O processo de criação, planejamento e testagem contou com a participação de licenciandos do PIBID/LedoC - Luiz Gabriel Silva de Lima, Lucas Miranda Dias, Igor José de Brito Moraes, Belionice Monteiro Pereira Alves e Selma Muniz da Silva; da professora supervisora da escola - Márcia Nunes dos Reis Xavier; e dos professores coordenadores da UFG - Campus Cidade de Goiás - Ariane Magda Borges, Raul Isaias Campos e Vitor de Almeida Silva.

 

A metáfora das abelhas e a flora do Cerrado

 

O nome do jogo não é por acaso: Meliponários inspira-se na trajetória das abelhas e no processo de polinização como metáfora para a construção coletiva do saber. À medida que interagem com o percurso em formato de trilha, os estudantes "polinizam" o conhecimento. O objetivo final das equipes é alcançar a colmeia, onde o mel representa a conquista compartilhada do aprendizado.

 

Concebido para ser jogado por equipes (cada uma acompanhada por um jogador no papel de "abelha operária"), o jogo organiza suas casas com base em elementos e cores da flora nativa do Cerrado brasileiro:

 

  • Casas Verdes (Tabocas): espaços livres de ações específicas.

  • Casas Amarelas (Flor de Ipê): questões de múltipla escolha. Acertos fazem a equipe avançar uma casa e erros a fazem voltar uma.

  • Casas Vermelhas (Flor de Mulungu): perguntas abertas de resposta única. Acertos avançam duas casas e erros recuam duas.

  • Casas Lilás (Flor de Jacarandá): minigincanas e minijogos dinâmicos envolvendo todas as equipes simultaneamente, onde a vencedora avança três casas.

 

Mente, movimento e resgate cultural

 

Meliponários vai além do tradicional exercício mental de perguntas e respostas. As casas lilás trazem o movimento físico para o ambiente escolar com brincadeiras tradicionais como corrida do saco, boliche, dança das cadeiras e entre outros.

 

"Essa integração entre o esforço intelectual e a atividade física promove também o resgate de brincadeiras tradicionais e a divulgação entre as novas gerações", destaca a professora Ariane Magda Borges. A abordagem ajuda no combate ao sedentarismo e reduz o uso excessivo de celulares entre as crianças.

 

Aplicação na prática: do tabuleiro ao pátio da escola do campo

 

A proposta nasceu a partir de uma visita de diagnóstico participativo realizada pelo PIBID/LEdoC à Escola Municipal Terezinha de Jesus Rocha, localizada no distrito de Buenolândia/Barra, na zona rural da Cidade de Goiás. Durante o diálogo com a gestão e os docentes do projeto, identificou-se a demanda de aproveitar um terreno ocioso ao lado do prédio escolar.

 

A partir das discussões iniciadas durante a visita, desenhou-se o projeto de um espaço lúdico em escala real (1:1). Embora a proposta inicial estivesse relacionada ao aproveitamento da área ao lado do prédio escolar, durante o desenvolvimento do projeto optou-se por implantar o jogo em outro espaço: o pátio da escola. O protótipo de tabuleiro evoluiu para uma estrutura pintada no pátio com 12 metros de comprimento por 3 metros de largura. Nessa versão gigante em espaço aberto, os próprios alunos atuam como peças do jogo, percorrendo a trilha das flores e vivenciando o aprendizado de forma imersiva e participativa.

 

A flexibilidade pedagógica do Meliponários permitirá testá-lo em conteúdos de Geografia, Química, Física, Matemática, entre outros. A experiência comprovou a eficácia do recurso tanto no engajamento dos estudantes da Educação Básica quanto na formação prática de novos professores.

 

Reconhecimento internacional

 

O impacto do projeto transpassou as fronteiras locais. O jogo “Meliponários: polinizando conhecimento” foi apresentado no 3º Simpósio Internacional de Geogames, nos Estados Unidos, onde pesquisadores e especialistas internacionais reconheceram seu relevante valor pedagógico, social e comunitário

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