Professor Allan do curso de Direito do Campus Cidade de Goiás atua na defesa da família de advogado
O professor Allan Hahnemann Ferreira, do curso de Direito do Campus Cidade de Goiás da Universidade Federal de Goiás (UFG), acompanhou de perto um dos casos de maior repercussão da advocacia goiana nos últimos anos. Advogado da família de Davi Sebba, Allan participou da atuação jurídica que buscou esclarecer as circunstâncias da morte do advogado, assassinado em Goiânia em julho de 2012.
Após 14 anos, julgamento do caso Davi Sebba termina com dois réus condenados e um absolvido. O caso chegou ao Tribunal do Júri mais de 14 anos após o crime. O julgamento, encerrado na sexta-feira (2), terminou com a condenação de dois dos três acusados. Jonathas Atenevir Jordão foi condenado por homicídio qualificado a 12 anos de prisão, enquanto Edinailton Pereira de Souza recebeu pena de 10 anos por homicídio simples e porte ilegal de arma. O terceiro réu, Luiz Frederico de Oliveira, foi absolvido. A participação de Allan no processo ganhou destaque em diferentes momentos da tramitação. Em 2022, durante o julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), o professor, que representava a família de Davi, defendeu que o crime fosse tratado como homicídio qualificado. Na ocasião, ele argumentou que a vítima teria sido surpreendida e estaria em situação de inferioridade, sem possibilidade de defesa.
Davi Sebba foi morto com um tiro no peito em 5 de julho de 2012, no estacionamento de um supermercado na Avenida T-9, em Goiânia. Naquele momento, sua esposa estava internada para dar à luz ao filho do casal, e Davi havia saído para comprar fraldas para a criança.
Ao longo dos anos, a família questionou a versão apresentada inicialmente sobre o episódio e apontou inconsistências na investigação. A defesa também sustentou que Davi não teria tido possibilidade de reagir durante a abordagem. Essas questões contribuíram para a longa tramitação judicial até a realização do Tribunal do Júri. Com a conclusão do julgamento, a atuação de Allan Hahnemann no caso evidencia também a dimensão prática da formação jurídica oferecida pelo curso de Direito do Campus Cidade de Goiás da UFG. Professor e advogado, ele esteve envolvido em uma trajetória processual marcada por recursos, debates sobre qualificadoras do homicídio e análise das provas produzidas ao longo de mais de uma década. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) acompanhou o julgamento e destacou importância do desfecho para a advocacia e para a defesa das prerrogativas profissionais.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal