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Regional Goiás discute as formas de prevenção ao suicídio

Por weberson dias. Criada em 27/09/18 09:44.

Com quase 150 participantes no pátio da Unidade de Ciências Sociais Aplicadas, o evento “Setembro Amarelo: Prevenção ao Suicídio”, realizado na Regional Goiás nesta terça, dia 25, foi um sucesso, além da eminência do tema.

Entre os palestrantes, estiveram conosco a coordenadora do programa Saudavelmente, psicóloga Viviane Ferro, dois voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), o J. Fernando Tolentino e o João Rocha, além da médica psiquiátrica do Centro de Atenção Psicossocial da Cidade de Goiás (CAPS), Raquel Alcântara.

 

Programação

Quem fez a abertura oficial do evento foi o diretor da Regional, professor Renato de Paula, que anunciou, na oportunidade, um conjunto de ações para melhorar as condições da comunidade acadêmica. A primeira delas será o Dia D de Direitos Humanos, que acontece no dia 6 de novembro para tratar de assuntos de interesse da comunidade universitária, tais como assédios, uso de drogas e segurança.

Em seguida, a nova servidora da Regional, psicóloga Damaris Morais, leu um depoimento real postado nas redes sociais de um adolescente com depressão, em julho deste ano. A orientação do texto é que todos sejam fortes, capazes de serem suporte na vida dos outros e que tenham a sensibilidade de dar conselhos. Na sequência, o artista, estudante de Arquitetura e voluntário no CREAS, Eliézer França, encenou o monólogo “Na manhã depois que eu me matei”, um relato de um jovem que suicidou-se e tentou voltar à vida, mas não conseguiu.

Para a médica do CAPS, o melhor caminho da prevenção é estender o “amarelo” ir além de “setembro” e discutir o assunto todos os anos. Segundo Raquel Alcântara, a maioria das pessoas que pensam em suicidar-se possuem depressão bipolar e precisam de tratamento psiquiátrico. Para ela, toda tentativa tem que ser avaliada cuidadosamente pela equipe médica. Ela ainda indiciou na cidade, o Hospital São Pedro como referência em casos de emergência de morte.

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Ouvir

Viviane Ferro, psicóloga do Saudavelmente, e J. Fernando Tolentino destacaram quais os primeiros sinais de alguém com ideação suicida. Entre as dicas de sofrimento psíquico estão a ambivalência (triste/alegre intensos), busca de atenção, vontade de sumir, uso de drogas e exposição a situações de risco. Viviane destacou que o adoecimento mental pode ser gerado nas universidades pelas dificuldades na vida e no ambiente acadêmico, tais como pressão, estresse, dificuldades de adaptação, relações interpessoais (colegas, professores, etc), assédio, violência. Em pesquisa recente do programa da UFG, que ouviu 620 estudantes, destes, pelo menos 27% já pensaram em tirar sua própria vida e pelo menos 9% já tentaram uma vez na vida, o que ativa a preocupação da UFG com o assunto.

J. Fernando destacou o trabalho do CVV. Afirmou ainda que a cada 45 minutos uma pessoa se mata no Brasil e que 90% destes casos poderiam ser prevenidos. Soluções simples foram propostas por ele: aproximação e respeito às pessoas próximas, dar atenção ao que o outro está falando, observar os sentimentos do outro, evitar conclusões prematuras e doar amor e amizade.

O público, marcadamente formado por estudantes e servidores (técnicos e docentes) da UFG e IFG, pôde indagar e expor suas opiniões sobre o fato, gerando uma rede de interação com os convidados e os presentes.

 

Organização

O evento foi organizado pela Coordenação de Assuntos da Comunidade Universitária (CCOM), em parceria com o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS/UFG) e contou com o apoio do CVV e do Sindicato dos Técnicos Administrativos (SINT-IFES).

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Fonte: Weberson Dias

Categorias: Noticias